Recetor
muscarínico.
Os recetores
ou receptores muscarínicos(AO 1990: receptores
muscarínicos) são recetores metabotrópicos acoplados a proteínas G, presentes no corpo humano e animal. São estimulados
pela acetilcolina, desencadeando uma cascata
intracelular que é responsável pelas respostas ditas "muscarínicas".
Devem o seu nome à muscarina, um fármaco presente no
cogumelo Amanita muscaria que ativa seletivamente estes recetores. O seu
antagonista clássico é a atropina, produzido, por exemplo, pela
planta Atropa belladonna.
Subtipos de recetores
muscarínicos.
Estão descritos pelo menos 5 tipos de recetores, de
M1 a M5. A ação que exercem depende da sua localização, assim como do tipo de
proteína G a que estão acoplados:
M1,
M3 e M5.
Molécula de muscarina, o primeiro agonista muscarínico descoberto.
Recetores acoplados à proteína Gq/11. A
sua ativação promove a atividade da fosfolipase C (PLC), causando em regra
aumento da função do órgão a que estão acoplados. São importantes dois
mecanismos, tipificados nos seguintes exemplos:
1. Na
célula muscular lisa - A ativação da proteína Gq induz aumento da actividade da PLC, que
degrada fosfolípidos da membrana aumentando a
concentração citoplasmática de trifosfato de inositol (IP3) e diacilglicerol (DAG). O IP3 por sua vez leva à libertação para
o citoplasma do cálcio (Ca2+) sequestrado
no interior da célula, induzindo a contração (interacção actina/miosina). O DAG tem, entre outros efeitos, um papel na
fase tardia (tónica) da resposta.
2. Na
célula endotelial - O aparente paradoxo colocado pela vasodilatação mediada por agonistas muscarínicos, contrária à esperada vasoconstrição por ação na musculatura da
parede vascular, pode ser explicada pela ação das células endoteliais. A ativação da proteína Gq induz aumento da
concentração citosólica de Ca2+, pelo
mesmo mecanismo descrito acima. Na célula endotelial, que não possuiu um
mecanismo contráctil, o papel do Ca2+ passa ao invés por se ligar à calmodulina, ativando a sintetase do óxido
nítrico (NO). Este gás difunde-se facilmente para a musculatura vascular, onde
vai induzir uma ativação da guanilciclase e consequente aumento da concentração
intracelular de GMPc, um potente relaxador da musculatura lisa.
M2
e M4
Estes recetores estão acoplados a uma proteína Gi/0
("inibitória"), que atua inibindo a adenilciclase. Relembrando o papel dos nucleotídeos cíclicos
no músculo, o AMPc e o GMPc são relaxantes, com a excepção do AMPc no coração,
onde seu o efeito é estimulante. Tipificando o mecanismo:
1. No músculo cardíaco - a
ativação da proteína Gi propicia três efeitos, que têm como consequência uma
"diminuição" da atividade cardíaca:
·
Diminuição da concentração de AMPc;
·
Diminuição da concentração de Ca2+, por
diminuição da atividade dos canais de Ca2+ dependentes da voltagem;
·
Aumento da concentração de K+, via
canais dependentes de recetores.
Referência
Bibliográficas: Goodman & Gilman. As bases
farmacológicas da terapêutica. Tradução da 10. ed. original, Carla de
Melo Vorsatz. et al Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2005; http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9566019; ALMEIDA, L., Alves, A.,
FERNANDES, H., REMONDES-COSTA, S.. Sistema Nervoso Autónomo: Mecanismo Não
Mecânico Fonte Do Equilíbrio Corporal. 2010; Morfofisiologia do Trato
Intestinal. 2009. Disponível em: <http://pt.engormix.com/MA-avicultura/administracao/artigos/morfofisiologia-trato-intestinal-t165/124-p0.htm>.
Acesso em: 30 de setembro de 2013; CALDENARO, Marcelo e ADONI, Tarso. Coma e
Alteração no Estado de Consciência. 2008; SCORZA, Fulvio Alexandre; ARIDA,
Ricardo Mario; ALBUQUERQUE, Marly de; CAVALHEIRO, Esper Abrão. Morte súbita na
epilepsia: todos os caminhos levam ao coração. 2008. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302008000300008&script=sci_arttext>.
Acesso em: 30 de setembro de 2013; RIET-CORREA, Franklin, RIET-CORREA, Gabriela
e SCHILD, Ana Lucia. Importância do exame clínico para o diagnóstico das
enfermidades do sistema nervoso em ruminantes e eqüídeos. Pesq. Vet. Bras.
vol.22 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2002.
Receptor
nicotínico.
Ver Iconografia 6 - Plantação
de Nicotiana tabacum.
Os receptores
nicotínicos são canais iónicos na membrana
plasmática de algumas células, cuja abertura é despoletada pelo neurotransmissor acetilcolina, fazendo parte do sistema
colinérgico. O seu nome deriva do primeiro agonista selectivo encontrado para estes receptores, a nicotina, extraída da planta Nicotiana tabacum. O primeiro antagonista seletivo descrito é o curare (d-tubocurarina). Os receptores nicotínicos
são divididos em três classes principais: os tipos musculares, ganglionar e do
SNC. São exemplos típicos de canais iônicos regulados por ligantes. Os
receptores musculares são confinados à junção neuromuscular esquelética. Os
rceptores ganglionares são responsáveis pela transmissão nos ganglios
simpáticos e parassimpáticos. Por fim, os receptores de tipo SNC encontram-se
disseminados no cérebro e são heterogêneos quanto a sua composição (RANG &
DALE 5ed).
Subtipos de receptor.
Os receptores nicotínicos divide-se:
1. Nn - O subtipo n encontra-se presente na membrana de um leque relativamente
extenso de neurônios, sendo o responsável pela
propagação do estímulo em todos os circuitos
nervosos que têm como neurotransmissor a acetilcolina (ACh). Estes circuitos
incluem todo o sistema nervoso parassimpático, e a parte pré-ganglionar do sistema nervoso simpático. Os receptores Nn
encontram-se também presentes no sistema nervoso central.
2. Nm - Receptores "musculares" que estão
presentes na placa
motora. A sua ativação causa despolarização e contração do músculo
esquelético, responsável pelos movimentos voluntários.
Sistema
nervoso parassimpático.
O sistema
nervoso parassimpático se constitui na parte do sistema nervoso autônomo cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral, segmentos S2, S3 e S4. É o
responsável por estimular ações que permitem ao organismo responder a situações
de calma. Essas ações são: a desaceleração dos batimentos cardíacos, diminuição
da pressão arterial, a diminuição da adrenalina e a diminuição do açúcar no
sangue. No tronco cerebral, o sistema
nervoso parassimpático é formado mais especificamente pelos seguintes núcleos de nervos cranianos, que por sua vez participam
da formação dos seguintes pares de nervos cranianos:
1. Núcleo de Edinger-Westphal - nervo oculomotor (III);
2. Núcleo salivatório superior - nervo facial (VII);
3. Núcleo salivatório inferior - nervo
glossofaríngeo (IX);
4. Núcleo motor dorsal do vago - nervo vago (X);
5. Núcleo ambíguo - nervo vago
(X).
Assim como o sistema nervoso simpático, o parassimpático também
apresenta uma via com dois neurônios. O.neurônio pré ganglionar e o neurônio pós ganglionar, situado em
um gânglio
nervoso, próximo ao órgão final de ação. A localização dos gânglios pertencentes
ao sistema parassimpático, porém, é geralmente perto dos órgãos-alvo, podendo
chegar até a estarem dentro destes órgãos. O neurotransmissor tanto da fibra pré ganglionar
como da pós ganglionar é a acetilcolina, e os receptores podem ser nicotínicos ou muscarínicos.
Localização.
A área parassimpática, no tronco cerebral, parte
dos pares de nervos cranianos III, VII, IX e principalmente do X .
|
Par de nervos cranianos |
Nome do par |
Função |
|
III |
Motor
ocular comum |
Coordenação
do músculo ciliar, do esfíncter da pupila e de quase todos os músculos
extrínsecos do bulbo do olho, à exceção do músculo oblíquo superior do bulbo
ocular e do músculo reto lateral, que estão a cargo do par IV e VI,
respectivamente. |
|
VII |
Facial |
Controla os
músculos faciais, permitindo também, a percepção gustativa no terço anterior
da língua |
|
IX |
Glossofaríngeo |
Responsável
pela percepção gustativa no terço posterior da língua, bem como, pelas
percepções sensoriais da laringe, palato e faringe |
|
X |
Nervo vago |
Integram as
sensações da orelha, faringe, laringe, tórax (vísceras torácicas) e estômago,
rins, uretra (vísceras abdominais). É neste último nervo que se encontram
cerca de 75% das fibras parassimpáticas. |
Na parte inferior da espinal medula, as fibras
derivam do segundo e terceiro nervo sacral e em alguns pontos do primeiro e do
quarto nervo.
Fisiologia.
1. Economia e conservação de
energia do organismo.
2. Acalmar e restabelecer o corpo
após uma situação de emergência.
3. O sistema nervoso
parassimpático apresenta um efeito estimulador sobre o pâncreas via
acetilcolina. A visão e o odor do alimento induzem respostas vagais centrais
levando à secreção pancreática.
4. Olhos: o sistema nervoso
parassimpático, junto com o sistema nervoso simpático, controlam o diâmetro das
pupilas.
5. Epilepsia: alguns dados clínicos sugerem o envolvimento
do sistema nervoso parassimpático durante as crises epilépticas, evidenciado
por bradicardia sinusal, a qual pode ser conseqüência da apnéia registrada
durante as crises.
Problemas
associados à alterações no sistema nervoso parassimpático.
- Defeitos no controle dos esfíncteres e motilidade da bexiga e reto.
Situações - exemplificações.
Se um indivíduo vê um carro vindo em sua direção,
ele fica nervoso (pronto para agir) devido à ação do sistema nervoso simpático.
Após o indivíduo ter conseguido escapar ileso ao acidente, por via da noradrenalina dar-se-á inicio ao processo
de regressão ao estado inicial de todas as alterações desencadeadas pelo
sistema nervoso simpático: as descargas eletroquímicas de noradrenalina farão
com que os sistemas voltem a um estado de equilíbrio no seu funcionamento
habitual (homeostático), fazendo por exemplo com que a frequência cardíaca, a
circulação sanguínea e a expressão facial voltem ao normal.
Quadro comparativo analítico.
|
Sistema nervoso simpático, Sistema
nervoso parassimpático, Entérico. |
|
A acetilcolina (ACh) foi o primeiro neurotransmissor descoberto. Tem um papel importante tanto no sistema
nervoso central (SNC) -
constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal - no qual está envolvida na memória e na
aprendizagem, como no sistema
nervoso periférico (SNP)
- do qual fazem parte o sistema
nervoso somático e pelo sistema
nervoso autônomo. É um éster do ácido acético e da colina, cuja ação é mediada pelos receptores
nicotínicos e muscarínicos. Tem uma massa molar de 146,2 g/mol e sua fórmula
química é CH3COOCH2CH2N+(CH3)3. É o único neurotransmissor utilizado no sistema
nervoso somático e um dos
muitos neurotransmissores do sistema
nervoso autônomo (SNA). É
também o neurotransmissor de todos os gânglios
autônomos. No sistema
nervoso somático, a contração muscular ocorre devido à liberação desta
substância pelas ramificações do axônio. No sistema nervoso autônomo, os nervos simpáticos
também produzem a acetilcolina, além da noradrenalina, diferentemente do parassimpático.
Na química orgânica e
bioquímica, um éster é o produto formal da reação de um oxiácido (geralmente
orgânico) com um álcool, fenol, heteroarenol ou enol, pela perda formal de
água, formada pelo hidrogênio ácido do primeiro com o grupo hidroxila do
segundo. Tem usos e aplicações na produção de flavorizantes para a produção de
refrescos, doces, pastilhas, xaropes, balas, etc. Produção de sabões e como
medicamentos. Produção de perfumes e cosméticos. Na alimentação. Na produção de
biocombustíveis. “No caso do ácido ser um ácido carboxílico, o hidrogênio do
ácido R-COOH é substituído por um grupo alquilo ou arilo R”. Neste caso, os
ésteres constituem o grupo funcional (R'-COOR"). Os ésteres mais comuns
que se encontram na natureza são as gorduras e os óleos vegetais, os quais são
ésteres de glicerol e de ácidos graxos. Os ésteres resultam freqüentemente da
condensação (uma reação que produz água) de um ácido carboxílico e de um
álcool. Ao processo dá-se o nome de esterificação(União Internacional de
Química Pura e Aplicada. "ester". Compêndio de Terminologia Química
Edição da internet; SAFFIOTI, WALDEMAR; Fundamentos de Química; Companhia
Editora Nacional; São Paulo, Brasil; 1968). Colina é um catião orgânico, um
nutriente essencial que faz parte do complexo B de vitaminas. Este catião, o
(2-Hidroxietil)-trimetilamônio, sais quaternários de amônio como o cloreto de
colina. Trata-se de uma amina natural
encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor
acetilcolina. A ingestão diária recomendada é de 550 mg diários para indivíduos
adultos do sexo masculino, de 425 mg diários para indivíduos adultos do sexo
feminino e ligeiramente superior, cerca de 450 mg diários durante a gravidez.
As fontes principais de colina são alimentos como o ovo, fígado de galinha,
vitela e de vaca, a mostarda, cereais integrais, entre outros.
(2-Hidroxietil)trimetilamónio -
Nome IUPAC)
Representação da molécula de Colina.
Os cátions quaternários de
amônio são íons poliatômicos carregados positivamente e com a estrutura NR4+,
sendo R qualquer radical alquila. Ao contrário do próprio íon amônio NH4+ e dos
cátions amônio primário, secundário e terciário, os cátions quaternários de
amônio ficam carregados eletricamente permanentemente, qualquer que seja o pH
do meio. Os cátions quaternários de amônio são sintetizados através da
alquilação completa da amônia ou outras aminas.
Cátion quaternário de amônio.
Os radicais R podem ser o mesmo grupo ou grupos alquílicos diferentes. Além
disso, quaisquer um dos Rs podem estar conectados entre si.
Os sais quaternários de amônio
sais de amônio quaternário ou compostos quaternários de amônio são sais de
cátions quaternários de amônio com um ânion. São usados como desinfetantes,
surfactantes, amaciantes de tecido, agentes antiestáticos (ex.: em xampus e
condicionadores de cabelos) e catalisadores de transferência de fase. Nos
amaciantes de roupa líquidos, são geralmente usados os sais de cloreto
(exemplos: cloreto de cetil dimetil amônio) ou os de sulfato de metila.
Cloreto.
Cloreto em química inorgânica é uma espécie iônica formada por um átomo de cloro carregado negativamente, com estado
de oxidação -1. Por extensão é um composto iônico formado por este anion ou com uma estrutura formalmente similar, ou seja,
com ligação
covalente entre um átomo de cloro e um elemento menos eletronegativo. A nomenclatura oficial para
os compostos que apresentam este anion é: Cloreto de(nome do elemento
ligado ao cloro).
Exemplos:
CaCl2 : Cloreto de cálcio. HCl : Cloreto de hidrogênio.
Compostos: Ácido Clorídico ( HCl ); cloreto
de lítio ( LiCl ); cloreto
de sódio ( NaCl); cloreto
de potássio ( KCl ); cloreto
de prata (AgCl); cloreto
de cálcio ( CaCl2 ); cloreto
de magnésio ( MgCl2 ); cloreto
de estrôncio ( SrCl2 ); cloreto
de bário ( BaCl2 ); cloreto de rádio ( RaCl2 ).
As aminas são uma classe de
compostos químicos orgânicos nitrogenados derivados do amoníaco (NH3) e que
resultam da substituição parcial ou total dos hidrogênios da molécula por
grupos hidrocarbónicos (radicais alquilo ou arilo – frequentemente abreviados
pela letra R).1 Se substituirmos um, dois ou três átomos de hidrogénio,
teremos, respectivamente, aminas primárias (R-NH2), secundárias(R1R2NH) ou
terciárias (R1R2R3N).1
Surfactante.
Surfactante é uma palavra derivada da contração da expressão
“surface active agent”, termo que significa, literalmente, agente de atividade
superficial. Outro termo em português que designa o mesmo tipo de substância é
tensoativo. O surfactante (ou tensoativo) é um composto caracterizado pela
capacidade de alterar as propriedades superficiais e interfaciais de um
líquido. O termo interface denota o limite entre duas fases imiscíveis,
enquanto o termo superfície indica que uma das fases é gasosa. Outra
propriedade fundamental dos surfactantes é a tendência de formar agregados
chamados micelas que, geralmente, formam-se a baixas concentrações em água. A
concentração mínima na qual se inicia a formação de micelas chama-se
concentração micelar crítica (CMC), sendo esta uma importante característica de
um surfactante. Estas propriedades tornam os surfactantes adequados para uma
ampla gama de aplicações industriais envolvendo: detergência, emulsificação,
lubrificação, capacidade espumante, capacidade molhante, solubilização e
dispersão de fases. Quando o surfactante é produzido por um microrganismo é
chamado biossurfactante.
Neonatologia.
Surfactante Alveolar é uma espécie de substância secretado dentro dos
alvéolos pela membrana alveolar, é uma mistura de moléculas lipoproteicas,
produzidas pelas células secretoras do epitélio alveolar. Também conhecida como
agente *tensoativo, essa substância reduz a tensão
superficial do líquido presente nos alvéolos. Substância Surfactante é uma lipoproteína que diminui a força de coesão
entre moléculas de água localizadas na membrana alveolar; suas células
secretoras são globosas e denominadas **Pneumócitos II. Sua produçao começa na
30ª semana de gestação e é essencial que esteja sendo produzido em quantidade
suficiente ao nascimento do feto, pois do contrário haverá o colabamento
dos alvéolos quando o recém-nascido entrar em contato com o ar(GUYTON, Athur
C.; HALL, John E. - Tratado de Fisiologia Médica - 10ª edição - Editora
Guanabara Koogan, Rio de janeiro, 2002, p. 408). *Os tensioativos,
também chamados de surfactantes,
são substâncias que diminuem a tensão superficial ou influenciam a superfície de contato
entre dois líquidos. Quando utilizados na tecnologia doméstica são
geralmente chamados de emulsionantes ou emulgentes, ou seja, substâncias que
permitem conseguir ou manter a emulsão. São feitos
de moléculas na qual uma das metades é solúvel em água e a outra não.
Tensioativos podem ser classificados como: Catiônicos: são agentes tensioativos que possuem um ou mais
grupamentos funcionais que, ao se ionizar em solução aquosa, fornece íons
orgânicos carregados positivamente.Exemplos típicos são os quaternários de amônio. Aniônicos:
são agentes tensioativos que possuem um ou mais grupamentos funcionais e ao se
ionizar em solução aquosa, fornece íons orgânicos carregados negativamente e
que são responsáveis pela tenso atividade. Um exemplo é o dodecanoato de
sódio. Anfóteros: são agentes tensioativos que contem em sua estrutura
tanto o radical ácido inflamável como o básico. Esses compostos quando em solução
aquosa exigem características aniônicas ou catiônicas dependendo das condições
de pH da solução. Os tensioativos anfóteros mais comuns incluem N-alquil e
C-alquil betaina e sultaina como também álcool amino fosfatidil e ácidos. Entre
os tensioativos encontram-se substâncias sintéticas que são utilizadas
regularmente, como detergentes e produtos para máquina de lavar
louça. O tensioativo é um
produto que pode se misturar a qualquer produto inflámavel e não detectável
quimicamente.
** Pneumócito
tipo II.
Pneumócito tipo II é uma célula do tipo pneumócito, encontrada no pulmão. Essas células são responsáveis pela produção e
secreção de surfactante um tipo de fosfolipídeo que reduz a tensão
superficial alveolar. Pneumócito tipo I é uma célula do tipo pneumócito, encontrada
no pulmão. São responsáveis pela troca gasosa nos alvéolos pulmonares e cobrem
a maioria da área de superfície alveolar (> 95%).
ALVÉOLOS.
Os
alvéolos recebem esse nome por se parecerem com os favos de mel de uma colméia.
São pequenas estruturas, abertas de um lado. Podem aparecer isolados ou
agrupados formando os sacos alveolares. São os responsáveis pela estrutura
esponjosa do pulmão. A parede comum a dois alvéolos recebe o nome de septo
interalveolar. O septo interalveolar é revestido em cada face por uma camada de
epitélio simples pavimentoso. O estroma septal (interstício) está formado por
fibras colágenas tipo III, fibras elásticas e proteoglicanas. No interior do
septo estão presentes fibroblastos, leucócitos, macrófagos e inúmeros capilares
sanguíneos do tipo contínuo. Os capilares sanguíneos nos locais de intercâmbio
gasosos tocam as células epiteliais pavimentosas que revestem os septos. As
células que revestem os alvéolos são denominadas de pneumócitos tipo I
(pavimentosas) e pneumócitos tipo II (cuboidais). Estas últimas localizam-se
normalmente nos ângulos dos alvéolos e apresentam microvilosidades e grânulos
de uma secreção denominada surfactante (lipoproteína que reveste a superfície
dos alvéolos sob a forma de uma fina película de material tensoativo essencial
para manter sua estabilidade). O surfactante é uma palavra derivada da
contração da expressão “surface active agent”, termo que significa,
literalmente, agente de atividade superficial. Esta substância apresenta várias
funções: mantém os alvéolos abertos, diminui a força de coesão entre moléculas de
água localizadas na membrana alveolar; mantém o interior dos alvéolos secos;
auxilia a difusão dos gases pela membrana alveolar, e facilita a distensão dos
alvéolos. De tal maneira que sempre mencionamos que o surfactante mantém os
alvéolos abertos, ou seja, impede o seu colabamento (fechamento) quando o
recém-nascido entra em contato com o ar.
BARREIRA
PULMONAR (HEMATOAÉREA).
O
alvéolo é o único local onde é possível haver trocas gasosas entre o ar
atmosférico e os gases presentes no sangue, devido à pequena espessura de suas
paredes (ao redor de 0,2 µm). Nos alvéolos os capilares sangüíneos são do tipo
contínuo. O oxigênio atravessa o citoplasma da célula epitelial para o sangue e
o gás carbônico segue em sentido contrário, processo que ocorre por difusão
simples. Para que haja trocas gasosas é necessária a presença de uma película
do material tensoativo. O surfactante é necessário para que ocorra abertura
adequada dos alvéolos. Esta substância atua diminuindo a tensão superficial dos
alvéolos, do mesmo modo com que enchemos um balão de gás já um pouco dilatado,
de forma que gastamos menos energia. Existe uma doença denominada síndrome do
desconforto respiratório do recém-nascido, também denominada de síndrome das
membranas hialinas, na qual essa substância está em pequena quantidade e que
leva a óbito, se não tratada, uma vez que umas grandes partes dos alvéolos
estão colabados. Em fetos prematuros podemos induzir a produção dessa
substância, injetando corticóides na mãe. A síndrome é mais freqüente em prematuros
e em filhos de mães diabéticas.
MACRÓFAGOS
ALVEOLARES.
Os
macrófagos alveolares, também chamados de células da poeira, são provenientes
da diferenciação dos monócitos do sangue após atravessarem as células
endoteliais. É células que exercem função fagocitária tanto no tecido
intersticial do septo alveolar quanto no lúmen do alvéolo, sobre partículas
orgânicas como inorgânicas. Após completarem a fagocitose do agente invasor, os
macrófagos podem alcançar os bronquíolos sendo eliminados como componente
mucociliar, ou penetrar no septo intralveolar, alcançando os vasos linfáticos e
atingindo os linfonodos correspondentes.
PNEUMÓCITOS
TIPO I.
São
células epiteliais pavimentosas, com núcleo achatado, rodeado por pequena
quantidade de citoplasma que continua delgado ao longo da célula. As células
epiteliais e endoteliais apresentam citoplasmas muito finos, para facilitar a
passagem rápida de O2 e CO2 através deles.
PNEUMÓCITOS
TIPO II.
São
células epiteliais mais volumosas, ovaladas, menos numerosas que os pneumócitos
tipo I, também podem ser chamados de células septais. Geralmente aparecem nos
ângulos onde se encontram as paredes alveolares. Sua principal característica,
observada em microscopia eletrônica, é a presença de corpos multilamelares no
citoplasma. Os pneumócitos tipo II sintetizam e secretam fosfolipídios,
proteínas e glicosaminoglicanos, cuja secreção é liberada continuamente para o
lúmen alveolar, formando uma fina camada lipoprotéica, conhecida como
surfactante. Como esta substância é constantemente produzida existe um fluxo
continuo de secreção por parte dos pneumócitos tipo II e de reabsorção pelos
pneumócitos tipo I. Ver Iconografias: 7, 8, 9 e 10.
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Tipos de células humanas. |
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Linhagem linfóide: Linfócito B · Linfócito T (Linfócito T citotóxico, Célula T natural killer, Célula T
reguladora, Linfócito T auxiliar) ·
Célula NK Linhagem mielóide: Granulócito (Granulócito basófilo, Granulócito eosinófilo, Granulócito neutrófilo/Neutrófilo hipersegmentado) · Monócito / Macrófago · Reticulócito / Hemácia · Mastócito · Megacariócito / Trombócito · Célula dendrítica |
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Pneumócito (Pneumócito tipo I, Pneumócito
tipo II) · Células de Clara · Célula de Goblet · Macrófago
alveolar |
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osso: Osteoblasto · Osteócito · Osteoclasto · dente: Ameloblasto · Cementoblasto músculo: Miócito · outros: Adipócito · Fibroblasto · Célula
tendínea |
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homem: Espermatozoide · Célula de Sertoli · Célula de Leydig · mulher:
Ovócito · Célula da granulosa |
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Aminas.
As aminas podem ser
classificadas como simples (quando os grupos alquil são iguais) ou mistas (se
estes forem diferentes). Quando se usa
os prefixos di e tri, indica-se que a amina é secundária ou terciária,
respectivamente, e com grupos radicais iguais. Quando os grupos são diferentes,
estes são nomeados sucessivamente, do menor para o maior, terminando o nome do
composto com o sufixo “amina”. Algumas vezes indica-se o prefixo amino,
indicando, de seguida a posição e o nome do grupo hidrocarbônico.
Exemplos
de aminas.
Os aminoácidos contêm um grupo amino e um grupo carboxilo
ligados ao mesmo átomo de carbono. Os aminoácidos unem-se uns aos outros
através da ligação destes dois grupos – que formam um grupo amida – dando origem às ligações peptídicas que
estruturam as proteínas. A degradação de proteínas (por exemplo,
quando um pedaço de carne apodrece), leva, pelo contrário, à sua decomposição
em aminas distintas. Os odores mais desagradáveis de que geralmente nos
lembramos são, provavelmente, devidos à presença de aminas. Por exemplo, a 1,5-pentanodiamina
(mais conhecida pelo sugestivo nome de cadaverina, libertada pelos corpos em putrefacção, o escatol, um composto heterocíclico presente nos excrementos, a
1,4-butanodiamina (putrescina – outro cheiro
"podre"), etc…
Os alcalóides são compostos complexos presentes na
constituição das plantas que contêm grupos amina. Podemos citar alguns exemplos
mais conhecidos, como a morfina, a nicotina, etc. A importância das aminas, em termos
biológicos, é inegável. A classe de compostos designados por β-feniletilaminas
inclui a adrenalina, a noradrenalina, a mescalina, etc. As sulfamidas, que afetam as bactérias ao inibir nelas a
produção de ácido fólico, mas que são inócuas para o ser humano, contêm um
grupo amino. O neurotransmissor GABA (ácido 4-aminobutanóico) também contém um grupo
amino. Alguns derivados do ácido p-aminobenzóico
são também usados como anestésicos. Encontram-se aminas secundárias em alguns
alimentos (carne e peixe) ou no fumo do tabaco. Estas podem reagir com os nitritos (presentes nos conservantes utilizados nos
produtos alimentares e usados como fertilizante, no caso das plantas, como o
tabaco), levando à formação de N-nitrosoaminas secundárias, que são cancerígenas.
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