quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Recetor muscarínico.

 

Recetor muscarínico.

Os recetores  ou receptores  muscarínicos(AO 1990: receptores muscarínicos) são recetores metabotrópicos acoplados a proteínas G, presentes no corpo humano e animal. São estimulados pela acetilcolina, desencadeando uma cascata intracelular que é responsável pelas respostas ditas "muscarínicas". Devem o seu nome à muscarina, um fármaco presente no cogumelo Amanita muscaria que ativa seletivamente estes recetores. O seu antagonista clássico é a atropina, produzido, por exemplo, pela planta Atropa belladonna.

Subtipos de recetores muscarínicos.

Estão descritos pelo menos 5 tipos de recetores, de M1 a M5. A ação que exercem depende da sua localização, assim como do tipo de proteína G a que estão acoplados:

M1, M3 e M5.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e3/Muscarine.svg/150px-Muscarine.svg.pngMolécula de muscarina, o primeiro agonista muscarínico descoberto.

Recetores acoplados à proteína Gq/11. A sua ativação promove a atividade da fosfolipase C (PLC), causando em regra aumento da função do órgão a que estão acoplados. São importantes dois mecanismos, tipificados nos seguintes exemplos:

1.      Na célula muscular lisa - A ativação da proteína Gq induz aumento da actividade da PLC, que degrada fosfolípidos da membrana aumentando a concentração citoplasmática de trifosfato de inositol (IP3) e diacilglicerol (DAG). O IP3 por sua vez leva à libertação para o citoplasma do cálcio (Ca2+) sequestrado no interior da célula, induzindo a contração (interacção actina/miosina). O DAG tem, entre outros efeitos, um papel na fase tardia (tónica) da resposta.

2.      Na célula endotelial - O aparente paradoxo colocado pela vasodilatação mediada por agonistas muscarínicos, contrária à esperada vasoconstrição por ação na musculatura da parede vascular, pode ser explicada pela ação das células endoteliais. A ativação da proteína Gq induz aumento da concentração citosólica de Ca2+, pelo mesmo mecanismo descrito acima. Na célula endotelial, que não possuiu um mecanismo contráctil, o papel do Ca2+ passa ao invés por se ligar à calmodulina, ativando a sintetase do óxido nítrico (NO). Este gás difunde-se facilmente para a musculatura vascular, onde vai induzir uma ativação da guanilciclase e consequente aumento da concentração intracelular de GMPc, um potente relaxador da musculatura lisa.

M2 e M4

Estes recetores estão acoplados a uma proteína Gi/0 ("inibitória"), que atua inibindo a adenilciclase. Relembrando o papel dos nucleotídeos cíclicos no músculo, o AMPc e o GMPc são relaxantes, com a excepção do AMPc no coração, onde seu o efeito é estimulante. Tipificando o mecanismo:

1.      No músculo cardíaco - a ativação da proteína Gi propicia três efeitos, que têm como consequência uma "diminuição" da atividade cardíaca:

·         Diminuição da concentração de AMPc;

·         Diminuição da concentração de Ca2+, por diminuição da atividade dos canais de Ca2+ dependentes da voltagem;

·         Aumento da concentração de K+, via canais dependentes de recetores.

Referência Bibliográficas: Goodman & Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. Tradução da 10. ed. original, Carla de Melo Vorsatz. et al Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2005; http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9566019; ALMEIDA, L., Alves, A., FERNANDES, H., REMONDES-COSTA, S.. Sistema Nervoso Autónomo: Mecanismo Não Mecânico Fonte Do Equilíbrio Corporal. 2010; Morfofisiologia do Trato Intestinal. 2009. Disponível em: <http://pt.engormix.com/MA-avicultura/administracao/artigos/morfofisiologia-trato-intestinal-t165/124-p0.htm>. Acesso em: 30 de setembro de 2013; CALDENARO, Marcelo e ADONI, Tarso. Coma e Alteração no Estado de Consciência. 2008; SCORZA, Fulvio Alexandre; ARIDA, Ricardo Mario; ALBUQUERQUE, Marly de; CAVALHEIRO, Esper Abrão. Morte súbita na epilepsia: todos os caminhos levam ao coração. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302008000300008&script=sci_arttext>. Acesso em: 30 de setembro de 2013; RIET-CORREA, Franklin, RIET-CORREA, Gabriela e SCHILD, Ana Lucia. Importância do exame clínico para o diagnóstico das enfermidades do sistema nervoso em ruminantes e eqüídeos. Pesq. Vet. Bras. vol.22 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2002.

Receptor nicotínico.

Ver Iconografia 6 - Plantação de Nicotiana tabacum.

Os receptores nicotínicos são canais iónicos na membrana plasmática de algumas células, cuja abertura é despoletada pelo neurotransmissor acetilcolina, fazendo parte do sistema colinérgico. O seu nome deriva do primeiro agonista selectivo encontrado para estes receptores, a nicotina, extraída da planta Nicotiana tabacum. O primeiro antagonista seletivo descrito é o curare (d-tubocurarina). Os receptores nicotínicos são divididos em três classes principais: os tipos musculares, ganglionar e do SNC. São exemplos típicos de canais iônicos regulados por ligantes. Os receptores musculares são confinados à junção neuromuscular esquelética. Os rceptores ganglionares são responsáveis pela transmissão nos ganglios simpáticos e parassimpáticos. Por fim, os receptores de tipo SNC encontram-se disseminados no cérebro e são heterogêneos quanto a sua composição (RANG & DALE 5ed).

Subtipos de receptor.

Os receptores nicotínicos divide-se:

1.      Nn - O subtipo n encontra-se presente na membrana de um leque relativamente extenso de neurônios, sendo o responsável pela propagação do estímulo em todos os circuitos nervosos que têm como neurotransmissor a acetilcolina (ACh). Estes circuitos incluem todo o sistema nervoso parassimpático, e a parte pré-ganglionar do sistema nervoso simpático. Os receptores Nn encontram-se também presentes no sistema nervoso central.

2.      Nm - Receptores "musculares" que estão presentes na placa motora. A sua ativação causa despolarização e contração do músculo esquelético, responsável pelos movimentos voluntários.

Sistema nervoso parassimpático.

O sistema nervoso parassimpático se constitui na parte do sistema nervoso autônomo cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral, segmentos S2, S3 e S4. É o responsável por estimular ações que permitem ao organismo responder a situações de calma. Essas ações são: a desaceleração dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, a diminuição da adrenalina e a diminuição do açúcar no sangue.  No tronco cerebral, o sistema nervoso parassimpático é formado mais especificamente pelos seguintes núcleos de nervos cranianos, que por sua vez participam da formação dos seguintes pares de nervos cranianos:

1.      Núcleo de Edinger-Westphal - nervo oculomotor (III);

2.      Núcleo salivatório superior - nervo facial (VII);

3.      Núcleo salivatório inferior - nervo glossofaríngeo (IX);

4.      Núcleo motor dorsal do vago - nervo vago (X);

5.      Núcleo ambíguo - nervo vago (X).

Assim como o sistema nervoso simpático, o parassimpático também apresenta uma via com dois neurônios. O.neurônio pré ganglionar e o neurônio pós ganglionar, situado em um gânglio nervoso, próximo ao órgão final de ação. A localização dos gânglios pertencentes ao sistema parassimpático, porém, é geralmente perto dos órgãos-alvo, podendo chegar até a estarem dentro destes órgãos. O neurotransmissor tanto da fibra pré ganglionar como da pós ganglionar é a acetilcolina, e os receptores podem ser nicotínicos ou muscarínicos.

Localização.

A área parassimpática, no tronco cerebral, parte dos pares de nervos cranianos III, VII, IX e principalmente do X .

Par de nervos cranianos

Nome do par

Função

III

Motor ocular comum

Coordenação do músculo ciliar, do esfíncter da pupila e de quase todos os músculos extrínsecos do bulbo do olho, à exceção do músculo oblíquo superior do bulbo ocular e do músculo reto lateral, que estão a cargo do par IV e VI, respectivamente.

VII

Facial

Controla os músculos faciais, permitindo também, a percepção gustativa no terço anterior da língua

IX

Glossofaríngeo

Responsável pela percepção gustativa no terço posterior da língua, bem como, pelas percepções sensoriais da laringe, palato e faringe

X

Nervo vago

Integram as sensações da orelha, faringe, laringe, tórax (vísceras torácicas) e estômago, rins, uretra (vísceras abdominais). É neste último nervo que se encontram cerca de 75% das fibras parassimpáticas.

Na parte inferior da espinal medula, as fibras derivam do segundo e terceiro nervo sacral e em alguns pontos do primeiro e do quarto nervo.

Fisiologia.

1.      Economia e conservação de energia do organismo.

2.      Acalmar e restabelecer o corpo após uma situação de emergência.

3.      O sistema nervoso parassimpático apresenta um efeito estimulador sobre o pâncreas via acetilcolina. A visão e o odor do alimento induzem respostas vagais centrais levando à secreção pancreática.

4.      Olhos: o sistema nervoso parassimpático, junto com o sistema nervoso simpático, controlam o diâmetro das pupilas.

5.      Epilepsia: alguns dados clínicos sugerem o envolvimento do sistema nervoso parassimpático durante as crises epilépticas, evidenciado por bradicardia sinusal, a qual pode ser conseqüência da apnéia registrada durante as crises.

Problemas associados à alterações no sistema nervoso parassimpático.

  • Defeitos no controle dos esfíncteres e motilidade da bexiga e reto.

Situações -  exemplificações.

Se um indivíduo vê um carro vindo em sua direção, ele fica nervoso (pronto para agir) devido à ação do sistema nervoso simpático. Após o indivíduo ter conseguido escapar ileso ao acidente, por via da noradrenalina dar-se-á inicio ao processo de regressão ao estado inicial de todas as alterações desencadeadas pelo sistema nervoso simpático: as descargas eletroquímicas de noradrenalina farão com que os sistemas voltem a um estado de equilíbrio no seu funcionamento habitual (homeostático), fazendo por exemplo com que a frequência cardíaca, a circulação sanguínea e a expressão facial voltem ao normal.

Quadro comparativo analítico.

Sistema nervoso simpático, Sistema nervoso parassimpático, Entérico.

 

A acetilcolina (ACh) foi o primeiro neurotransmissor descoberto. Tem um papel importante tanto no sistema nervoso central (SNC) - constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal - no qual está envolvida na memória e na aprendizagem, como no sistema nervoso periférico (SNP) - do qual fazem parte o sistema nervoso somático e pelo sistema nervoso autônomo. É um éster do ácido acético e da colina, cuja ação é mediada pelos receptores nicotínicos e muscarínicos. Tem uma massa molar de 146,2 g/mol e sua fórmula química é CH3COOCH2CH2N+(CH3)3. É o único neurotransmissor utilizado no sistema nervoso somático e um dos muitos neurotransmissores do sistema nervoso autônomo (SNA). É também o neurotransmissor de todos os gânglios autônomos. No sistema nervoso somático, a contração muscular ocorre devido à liberação desta substância pelas ramificações do axônio. No sistema nervoso autônomo, os nervos simpáticos também produzem a acetilcolina, além da noradrenalina, diferentemente do parassimpático.

Acetylcholine.svgACh-stick.png

Na química orgânica e bioquímica, um éster é o produto formal da reação de um oxiácido (geralmente orgânico) com um álcool, fenol, heteroarenol ou enol, pela perda formal de água, formada pelo hidrogênio ácido do primeiro com o grupo hidroxila do segundo. Tem usos e aplicações na produção de flavorizantes para a produção de refrescos, doces, pastilhas, xaropes, balas, etc. Produção de sabões e como medicamentos. Produção de perfumes e cosméticos. Na alimentação. Na produção de biocombustíveis. “No caso do ácido ser um ácido carboxílico, o hidrogênio do ácido R-COOH é substituído por um grupo alquilo ou arilo R”. Neste caso, os ésteres constituem o grupo funcional (R'-COOR"). Os ésteres mais comuns que se encontram na natureza são as gorduras e os óleos vegetais, os quais são ésteres de glicerol e de ácidos graxos. Os ésteres resultam freqüentemente da condensação (uma reação que produz água) de um ácido carboxílico e de um álcool. Ao processo dá-se o nome de esterificação(União Internacional de Química Pura e Aplicada. "ester". Compêndio de Terminologia Química Edição da internet; SAFFIOTI, WALDEMAR; Fundamentos de Química; Companhia Editora Nacional; São Paulo, Brasil; 1968). Colina é um catião orgânico, um nutriente essencial que faz parte do complexo B de vitaminas. Este catião, o (2-Hidroxietil)-trimetilamônio, sais quaternários de amônio como o cloreto de colina.  Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor acetilcolina. A ingestão diária recomendada é de 550 mg diários para indivíduos adultos do sexo masculino, de 425 mg diários para indivíduos adultos do sexo feminino e ligeiramente superior, cerca de 450 mg diários durante a gravidez. As fontes principais de colina são alimentos como o ovo, fígado de galinha, vitela e de vaca, a mostarda, cereais integrais, entre outros.

(2-Hidroxietil)trimetilamónio - Nome IUPAC)

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f9/Choline-skeletal.png/300px-Choline-skeletal.png

Representação da molécula de Colina.

Os cátions quaternários de amônio são íons poliatômicos carregados positivamente e com a estrutura NR4+, sendo R qualquer radical alquila. Ao contrário do próprio íon amônio NH4+ e dos cátions amônio primário, secundário e terciário, os cátions quaternários de amônio ficam carregados eletricamente permanentemente, qualquer que seja o pH do meio. Os cátions quaternários de amônio são sintetizados através da alquilação completa da amônia ou outras aminas.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Quaternary_Ammonium_Cation.PNGCátion quaternário de amônio. Os radicais R podem ser o mesmo grupo ou grupos alquílicos diferentes. Além disso, quaisquer um dos Rs podem estar conectados entre si.

Os sais quaternários de amônio sais de amônio quaternário ou compostos quaternários de amônio são sais de cátions quaternários de amônio com um ânion. São usados como desinfetantes, surfactantes, amaciantes de tecido, agentes antiestáticos (ex.: em xampus e condicionadores de cabelos) e catalisadores de transferência de fase. Nos amaciantes de roupa líquidos, são geralmente usados os sais de cloreto (exemplos: cloreto de cetil dimetil amônio) ou os de sulfato de metila.

Cloreto.

Cloreto em química inorgânica é uma espécie iônica formada por um átomo de cloro carregado negativamente, com estado de oxidação -1. Por extensão é um composto iônico formado por este anion ou com uma estrutura formalmente similar, ou seja, com ligação covalente entre um átomo de cloro e um elemento menos eletronegativo. A nomenclatura oficial para os compostos que apresentam este anion é: Cloreto de(nome do elemento ligado ao cloro).

Exemplos:  CaCl2  : Cloreto de cálcio. HCl : Cloreto de hidrogênio.

Compostos:  Ácido Clorídico ( HCl ); cloreto de lítio ( LiCl ); cloreto de sódio ( NaCl);  cloreto de potássio ( KCl ); cloreto de prata (AgCl); cloreto de cálcio ( CaCl2 ); cloreto de magnésio ( MgCl2 ); cloreto de estrôncio ( SrCl2 ); cloreto de bário ( BaCl2 ); cloreto de rádio ( RaCl2 ).

As aminas são uma classe de compostos químicos orgânicos nitrogenados derivados do amoníaco (NH3) e que resultam da substituição parcial ou total dos hidrogênios da molécula por grupos hidrocarbónicos (radicais alquilo ou arilo – frequentemente abreviados pela letra R).1 Se substituirmos um, dois ou três átomos de hidrogénio, teremos, respectivamente, aminas primárias (R-NH2), secundárias(R1R2NH) ou terciárias (R1R2R3N).1

Surfactante.

Surfactante é uma palavra derivada da contração da expressão “surface active agent”, termo que significa, literalmente, agente de atividade superficial. Outro termo em português que designa o mesmo tipo de substância é tensoativo. O surfactante (ou tensoativo) é um composto caracterizado pela capacidade de alterar as propriedades superficiais e interfaciais de um líquido. O termo interface denota o limite entre duas fases imiscíveis, enquanto o termo superfície indica que uma das fases é gasosa. Outra propriedade fundamental dos surfactantes é a tendência de formar agregados chamados micelas que, geralmente, formam-se a baixas concentrações em água. A concentração mínima na qual se inicia a formação de micelas chama-se concentração micelar crítica (CMC), sendo esta uma importante característica de um surfactante. Estas propriedades tornam os surfactantes adequados para uma ampla gama de aplicações industriais envolvendo: detergência, emulsificação, lubrificação, capacidade espumante, capacidade molhante, solubilização e dispersão de fases. Quando o surfactante é produzido por um microrganismo é chamado biossurfactante.

Neonatologia.

Surfactante Alveolar é uma espécie de substância secretado dentro dos alvéolos pela membrana alveolar, é uma mistura de moléculas lipoproteicas, produzidas pelas células secretoras do epitélio alveolar. Também conhecida como agente *tensoativo, essa substância reduz a tensão superficial do líquido presente nos alvéolos. Substância Surfactante é uma lipoproteína que diminui a força de coesão entre moléculas de água localizadas na membrana alveolar; suas células secretoras são globosas e denominadas **Pneumócitos II. Sua produçao começa na 30ª semana de gestação e é essencial que esteja sendo produzido em quantidade suficiente ao nascimento do feto, pois do contrário haverá o colabamento dos alvéolos quando o recém-nascido entrar em contato com o ar(GUYTON, Athur C.; HALL, John E. - Tratado de Fisiologia Médica - 10ª edição - Editora Guanabara Koogan, Rio de janeiro, 2002, p. 408).  *Os tensioativos, também chamados de surfactantes, são substâncias que diminuem a tensão superficial ou influenciam a superfície de contato entre dois líquidos. Quando utilizados na tecnologia doméstica são geralmente chamados de emulsionantes ou emulgentes, ou seja, substâncias que permitem conseguir ou manter a emulsão. São feitos de moléculas na qual uma das metades é solúvel em água e a outra não. Tensioativos podem ser classificados como: Catiônicos: são agentes tensioativos que possuem um ou mais grupamentos funcionais que, ao se ionizar em solução aquosa, fornece íons orgânicos carregados positivamente.Exemplos típicos são os quaternários de amônio. Aniônicos: são agentes tensioativos que possuem um ou mais grupamentos funcionais e ao se ionizar em solução aquosa, fornece íons orgânicos carregados negativamente e que são responsáveis pela tenso atividade. Um exemplo é o dodecanoato de sódio.  Anfóteros: são agentes tensioativos que contem em sua estrutura tanto o radical ácido inflamável como o básico. Esses compostos quando em solução aquosa exigem características aniônicas ou catiônicas dependendo das condições de pH da solução. Os tensioativos anfóteros mais comuns incluem N-alquil e C-alquil betaina e sultaina como também álcool amino fosfatidil e ácidos. Entre os tensioativos encontram-se substâncias sintéticas que são utilizadas regularmente, como detergentes e produtos para máquina de lavar louça. O tensioativo é um produto que pode se misturar a qualquer produto inflámavel e não detectável quimicamente.

** Pneumócito tipo II.

Pneumócito tipo II é uma célula do tipo pneumócito, encontrada no pulmão. Essas células são responsáveis pela produção e secreção de surfactante um tipo de fosfolipídeo que reduz a tensão superficial alveolar. Pneumócito tipo I é uma célula do tipo pneumócito, encontrada no pulmão. São responsáveis pela troca gasosa nos alvéolos pulmonares e cobrem a maioria da área de superfície alveolar (> 95%).

ALVÉOLOS.

Os alvéolos recebem esse nome por se parecerem com os favos de mel de uma colméia. São pequenas estruturas, abertas de um lado. Podem aparecer isolados ou agrupados formando os sacos alveolares. São os responsáveis pela estrutura esponjosa do pulmão. A parede comum a dois alvéolos recebe o nome de septo interalveolar. O septo interalveolar é revestido em cada face por uma camada de epitélio simples pavimentoso. O estroma septal (interstício) está formado por fibras colágenas tipo III, fibras elásticas e proteoglicanas. No interior do septo estão presentes fibroblastos, leucócitos, macrófagos e inúmeros capilares sanguíneos do tipo contínuo. Os capilares sanguíneos nos locais de intercâmbio gasosos tocam as células epiteliais pavimentosas que revestem os septos. As células que revestem os alvéolos são denominadas de pneumócitos tipo I (pavimentosas) e pneumócitos tipo II (cuboidais). Estas últimas localizam-se normalmente nos ângulos dos alvéolos e apresentam microvilosidades e grânulos de uma secreção denominada surfactante (lipoproteína que reveste a superfície dos alvéolos sob a forma de uma fina película de material tensoativo essencial para manter sua estabilidade). O surfactante é uma palavra derivada da contração da expressão “surface active agent”, termo que significa, literalmente, agente de atividade superficial. Esta substância apresenta várias funções: mantém os alvéolos abertos, diminui a força de coesão entre moléculas de água localizadas na membrana alveolar; mantém o interior dos alvéolos secos; auxilia a difusão dos gases pela membrana alveolar, e facilita a distensão dos alvéolos. De tal maneira que sempre mencionamos que o surfactante mantém os alvéolos abertos, ou seja, impede o seu colabamento (fechamento) quando o recém-nascido entra em contato com o ar.

BARREIRA PULMONAR (HEMATOAÉREA).

O alvéolo é o único local onde é possível haver trocas gasosas entre o ar atmosférico e os gases presentes no sangue, devido à pequena espessura de suas paredes (ao redor de 0,2 µm). Nos alvéolos os capilares sangüíneos são do tipo contínuo. O oxigênio atravessa o citoplasma da célula epitelial para o sangue e o gás carbônico segue em sentido contrário, processo que ocorre por difusão simples. Para que haja trocas gasosas é necessária a presença de uma película do material tensoativo. O surfactante é necessário para que ocorra abertura adequada dos alvéolos. Esta substância atua diminuindo a tensão superficial dos alvéolos, do mesmo modo com que enchemos um balão de gás já um pouco dilatado, de forma que gastamos menos energia. Existe uma doença denominada síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, também denominada de síndrome das membranas hialinas, na qual essa substância está em pequena quantidade e que leva a óbito, se não tratada, uma vez que umas grandes partes dos alvéolos estão colabados. Em fetos prematuros podemos induzir a produção dessa substância, injetando corticóides na mãe. A síndrome é mais freqüente em prematuros e em filhos de mães diabéticas.

MACRÓFAGOS ALVEOLARES.

Os macrófagos alveolares, também chamados de células da poeira, são provenientes da diferenciação dos monócitos do sangue após atravessarem as células endoteliais. É células que exercem função fagocitária tanto no tecido intersticial do septo alveolar quanto no lúmen do alvéolo, sobre partículas orgânicas como inorgânicas. Após completarem a fagocitose do agente invasor, os macrófagos podem alcançar os bronquíolos sendo eliminados como componente mucociliar, ou penetrar no septo intralveolar, alcançando os vasos linfáticos e atingindo os linfonodos correspondentes.

PNEUMÓCITOS TIPO I.

São células epiteliais pavimentosas, com núcleo achatado, rodeado por pequena quantidade de citoplasma que continua delgado ao longo da célula. As células epiteliais e endoteliais apresentam citoplasmas muito finos, para facilitar a passagem rápida de O2 e CO2 através deles.

PNEUMÓCITOS TIPO II.

São células epiteliais mais volumosas, ovaladas, menos numerosas que os pneumócitos tipo I, também podem ser chamados de células septais. Geralmente aparecem nos ângulos onde se encontram as paredes alveolares. Sua principal característica, observada em microscopia eletrônica, é a presença de corpos multilamelares no citoplasma. Os pneumócitos tipo II sintetizam e secretam fosfolipídios, proteínas e glicosaminoglicanos, cuja secreção é liberada continuamente para o lúmen alveolar, formando uma fina camada lipoprotéica, conhecida como surfactante. Como esta substância é constantemente produzida existe um fluxo continuo de secreção por parte dos pneumócitos tipo II e de reabsorção pelos pneumócitos tipo I. Ver Iconografias: 7, 8, 9 e 10.

Tipos de células humanas.

osso: Osteoblasto · Osteócito · Osteoclasto · dente: Ameloblasto · Cementoblasto
cartilagem:
Condroblasto · Condrócito · pele e anexos: Melanócito · Queratinócito

músculo: Miócito · outros: Adipócito · Fibroblasto · Célula tendínea

Aminas.

As aminas podem ser classificadas como simples (quando os grupos alquil são iguais) ou mistas (se estes forem diferentes).  Quando se usa os prefixos di e tri, indica-se que a amina é secundária ou terciária, respectivamente, e com grupos radicais iguais. Quando os grupos são diferentes, estes são nomeados sucessivamente, do menor para o maior, terminando o nome do composto com o sufixo “amina”. Algumas vezes indica-se o prefixo amino, indicando, de seguida a posição e o nome do grupo hidrocarbônico.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3d/Ammonia.svg/52px-Ammonia.svg.pngAmoníaco.

 

Aminas.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Amina1.png/100px-Amina1.png

Amina primária

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/da/Amina2.png/100px-Amina2.png

Amina secundária

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b5/Amina3.png/100px-Amina3.png

Amina terciária

Exemplos de aminas.

Os aminoácidos contêm um grupo amino e um grupo carboxilo ligados ao mesmo átomo de carbono. Os aminoácidos unem-se uns aos outros através da ligação destes dois grupos – que formam um grupo amida – dando origem às ligações peptídicas que estruturam as proteínas.  A degradação de proteínas (por exemplo, quando um pedaço de carne apodrece), leva, pelo contrário, à sua decomposição em aminas distintas. Os odores mais desagradáveis de que geralmente nos lembramos são, provavelmente, devidos à presença de aminas. Por exemplo, a 1,5-pentanodiamina (mais conhecida pelo sugestivo nome de cadaverina, libertada pelos corpos em putrefacção, o escatol, um composto heterocíclico presente nos excrementos, a 1,4-butanodiamina (putrescina – outro cheiro "podre"), etc…

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f9/Morfine.png

Morfina.

Os alcalóides são compostos complexos presentes na constituição das plantas que contêm grupos amina. Podemos citar alguns exemplos mais conhecidos, como a morfina, a nicotina, etc. A importância das aminas, em termos biológicos, é inegável. A classe de compostos designados por β-feniletilaminas inclui a adrenalina, a noradrenalina, a mescalina, etc. As sulfamidas, que afetam as bactérias ao inibir nelas a produção de ácido fólico, mas que são inócuas para o ser humano, contêm um grupo amino. O neurotransmissor GABA (ácido 4-aminobutanóico) também contém um grupo amino. Alguns derivados do ácido p-aminobenzóico são também usados como anestésicos.  Encontram-se aminas secundárias em alguns alimentos (carne e peixe) ou no fumo do tabaco. Estas podem reagir com os nitritos (presentes nos conservantes utilizados nos produtos alimentares e usados como fertilizante, no caso das plantas, como o tabaco), levando à formação de N-nitrosoaminas secundárias, que são cancerígenas.

,

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Catalogação da obra.