quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Prólogo. Antes de falarmos na abordagem da iatrogênia como fenômeno importante para ciência do médico futuro veja uma apresentação do tema: 50% das receitas ou estavam erradas ou levavam a um consumo incorreto do medicamento.

 

Prólogo.

Antes de falarmos na abordagem da iatrogênia como fenômeno importante para ciência do médico futuro veja uma apresentação do tema: 50% das receitas ou estavam erradas ou levavam a um consumo incorreto do medicamento.

http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/16/quem-diria

http://www2.unesp.br/revista/wp-content/uploads/2011/02/shutterstock_5327335.jpgPesquisa internacional afirma que “levantamento da OMS mostrar que 50% das receitas ou estavam erradas ou levavam a um consumo incorreto do medicamento, e Médicos que não sabem prescrever remédios coloca em risco a integridade do paciente”. O livro do Professor César Augusto Venâncio da Silva, leva em consideração como fundamentação para a sua existência... “ensinar o estudante de Medicina a tomar decisões racionais em todas as etapas da escolha de um tratamento, baseando-se nas evidências que surgem da pesquisa; hoje ainda é comum o aluno apenas seguir as receitas passadas por seus mestres”. O filósofo francês Voltaire (1694-1778) asseverava que “Médicos são homens que prescrevem drogas que conhecem pouco, para tratar de corpos que conhecem ainda menos.” A observação ainda contém uma essência de verdade ainda neste início do século 21. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), metade dos medicamentos que circulam no planeta foi prescrita, administrada ou vendida incorretamente, e mais de 50% dos pacientes utilizam os remédios de forma equivocada. A situação é pior nas nações em desenvolvimento. A OMS estima que pelo menos 70% dos gastos em saúde nestes países correspondem a medicamentos, enquanto nas nações desenvolvidas esse índice não chega a 15%. Segundo o coordenador-geral de Gestão da Diretoria de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, no Brasil os medicamentos são responsáveis por 30,71% das intoxicações e 19,73% dos óbitos registrados. O problema não é de hoje e pelo menos desde 1985 a OMS tenta revertê-lo. Na ocasião foi formulado o princípio do uso racional de medicamentos (URM), que pressupõe que cada paciente deve receber as medicações que sejam apropriadas a suas necessidades clínicas, em doses corretas, pelo período de tempo adequado, e ao menor custo para a comunidade. No Brasil a discussão ganhou força a partir de 2005. De lá para cá, o Ministério da Saúde realizou três congressos nacionais sobre URM e instituiu um prêmio para pesquisas na área e um dia para conscientização sobre o tema. A promoção do URM é uma peça-chave para consolidar a assistência farmacêutica. Seguindo o mesmo principio da Dra Thais Queluz, professora da Faculdade de Medicina de Botucatu, que 2003, ela instituiu, no quarto ano do curso de medicina, uma disciplina obrigatória que ensina o URM. A iniciativa, pioneira no país, despertou o interesse do Ministério da Saúde, que, em 2010, ofereceu recursos para Thais desenvolver uma versão on-line. Com o título “Seleção racional de medicamentos e boas práticas de prescrição médica e odontológica”. Nesse mesmo desiderato o autor entrega a presente obra como parte de suas pesquisas na linha da Farmacologia Clínica,  e o projeto URM NA CLÍNICA MÉDICAdeve ser considerado como um projeto em caráter experimental, dependendo da aceitação do livro, em 2014 pode surgir uma versão educação continuada para a URM na Clínica Médica.

A prática do URM na Clínica Médica passa por uma revisão de posturas junto aos médicos, que se refere a procedimento racional para a seleção de remédios é blindá-los contra a poderosa pressão das empresas farmacêuticas, que, para popularizar seus produtos, recorrem aos mais diversos expedientes, da contratação de vendedoras atraentes à distribuição maciça de amostras-grátis. “A indústria gasta até 30% do preço do remédio com propaganda”, diz o Conselho Federal de Medicina. “Presente livro e o futuro curso aqui comentado espera contribuir para preparar o médico para enfrentar o assédio dos laboratórios”. Não pode haver nenhuma prescrição ou indicação médica como retribuição a agrados ou brindes. O presente livro e o curso em comento busca fixar diretirzes para enfocar o processo prático e a forma correta de redigir uma receita. Se a consulta for feita pelo SUS deve-se usar a nomenclatura não comercial do remédio, e redigir seu nome por inteiro, evitando abreviaturas. A apresentação do medicamento – se comprimido, cápsula ou xarope – deve ser descrita, assim como a dosagem e a quantidade total a ser consumida no tratamento. A determinação é de que também cabe ao médico assinalar o nome completo e o endereço do paciente.

Nesse sentido tomo a liberdade audaciosa de indicar o trabalho: SILVA, César Augusto Venâncio da. CURSO DE FARMACOLOGIA VOLUME I. 1a. Setembro. Edição. 2012. Páginas 198/218. Nos seguimentos: Bulário Eletrônico; Medicamentos de Referência; Elaboração e descrição de bulas para pacientes e médicos; Identidade visual dos Medicamentos do Ministério da Saúde do Brasil. Observamos, nas aulas práticas da Farmacologia Clínica do Curso de Farmacologia Clínica da Faculdade ATENEU, que durante estudos dirigidos, encontramos quase 100% das prescrições médicas sem observancia a INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA, aspectos absurdos e inaceitáveis quando se trata de um cientista no nível acadêmico de formação médica. Assim, não é levianidade afirmar que ainda é pouco comum encontrar receitas com todos esses dados – sem contar os frequentes casos em que a letra do médico é pouco legível. O aluno do quarto ano do curso de emedicina deve ter em mente que a receita é seu atestado de competência profissional. Se houver falha nesta etapa, o processo de uso racional de medicamentos é quebrado. É muito importante citar que um ganho trazido pelo URM, reflete no debate sobre o real valor do remédio diante de uma sociedade que atingiu tamanho grau de medicalização. A obesidade é tratada com anoxerígenos, crianças levadas, com ritalina, o luto natural pela perda de alguém é suavizado por antidepressivos. Segundo a OMS, 70% das consultas geram prescrição. Mesmo quando o tratamento não exige medicação, é comum que pacientes pressionem o médico por uma. O medicamento ganhou valor simbólico, como se pudesse(primeira pessoa do singular do pretérito imperfeito do conjuntivo do verbo poder; terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do conjuntivo do verbo poder) resolver todos os problemas. O que na prática não é assim. Novamente tomo a liberdade para indicar o trabalho: SILVA, César Augusto Venâncio da. CURSO DE FARMACOLOGIA VOLUME II. 3a.  Edição.  Janeiro de 2013. Páginas 64/176, 224/254, 263/305, 305/322, 364/444, 711/841. Nos seguimentos: Vigilância Sanitária de medicamentos no Brasil; Controle Sanitário de Medicamentos e drogas afins; Lista de Fármacos; Listas de fármacos com restrições em atividades esportivas; Sistema Nacional de Gerenciamento de Medicamentos Controlados; Receituarios de medicamento de controle especial; Lista Nacional de Medicamentos de Referência. Os livros do Professor citado estão disponíveis nos sites: SILVA, César Augusto Venâncio da. CURSO DE FARMACOLOGIA VOLUME II. 3a. Edição. Janeiro de 2013. SILVA, César Augusto Venâncio da. CURSO DE FARMACOLOGIA VOLUME III. 1a. Edição do Volume III. 3A Edição de Julho de 2013. http://pt.scribd.com/doc/155655158/LIVRO-DE-FARMACIA-VOLUME-III-PROTOCOLO-590588-TURMA-V-1

 

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